A Felicidade da cidade ao campo

Liev Tolstoi, poeta e escritor russo, que viveu de 1828 a 1910, considerado maior pensador do século dezenove, morreu fugindo da cidade para o campo, pois defendia que o ser humano devia viver junto a natureza e que se dela tivesse que sair, que o sujeito fosse cumprir sua jornada e retornasse pra querência.

Dizia isso por acreditar que a felicidade está mais perto do que é natural e não do artificial, logo concluo que ele achava que os centros urbanos, são fábricas de desajustados, de gente infeliz, ansiosa, que não se contenta com o necessário, sempre querendo mais e mais, num ímpeto vicioso, fora de controle, causando danos ao agente e à sociedade em que vive!

Para atestar essa verdade tolstoniana, não precisamos nos aprofundar em pensamentos, basta darmos uma olhada a volta que encontraremos aqui na cidade todos os males que ele preconizava. O tal homem moderno é, do ponto de vista espiritual um fracasso, poucos conseguem o equilíbrio emocional e material nesse meio, onde muitos têm pouco e poucos têm muito.

E como todos tem o direito de ter, logo os que não tem querem, e os que tem não querem dar, forçando o ser das condições antagônicas, realizarem qualquer coisa para atingirem seu objetivo, pois entendem que a felicidade está no ter e não no ser, momento em que o nível do egoísmo e da necessidade material se igualam, gerando a infelicidade nos dois extremos.

A esse momento Tolstoi criou a seguinte frase: ” Os homens distinguem-se entre si: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam”. Na segunda premissa o escritor revela que as pessoas estão agindo sem pensar, sendo movidos por instinto, vibrando em baixa frequência, potencializada pela mídia atual que mais valoriza o mal, levando o meio social ao desespero, baixando a autoestima dos indivíduos, ao que cabe perguntar: Por quem e porque fazem isso?

Para pensar: Tolstoi diz que; “Aquilo que foi e que será, e até mesmo aquilo que é, não somos capazes de saber, mas quanto àquilo que devemos fazer, não apenas somos capazes de saber, como também o sabemos sempre, e somente isso nos é necessário”.