Caminhoneiros do apocalipse

Estamos a cinco meses das eleições para o Congresso Nacional, Governadores e Presidente, e o Brasil perdeu uma baita oportunidade de sinalizar ao mundo que é uma nação decente, que tem o direito de ser feliz.

A chance que perdemos foi a que os caminhoneiros nos deram, eles patrioticamente cruzaram os braços em ato legal, civilizado, pressionando o governo dar uma basta na sangria nacional pelos preços dos combustíveis derivados do petróleo, gasolina, diesel e gás de cozinha, composto na maior parte de propano e butano.

Eu não perdi a esperança e não fico esperando, faço todos os dias minha boa ação, como bom escoteiro!

Prego que essa parada foi linda e triste, linda porque viu-se ao contrário da intelectualidade vaidosa e raivosa, uma classe de formação primária e secundária, tomar as rédeas da nação em benefício de todos, e triste porque a sociedade acuada pela mídia, se acadelou e ao invés de ficar tranquila até que tudo se resolvesse, atirou-se nos braços dos desfibrados morais donos de postos, que se aproveitaram da situação, elevando mais o preço do combustível, aplicando covardemente, ilegalmente a lei da oferta e procura, quando o ponto nevrálgico da crise era o de justamente baixar preços.

O movimento que durou 10 dias, (de profissionais humildes, corajosos, que deixaram tudo de lado para mostrar ao governo que o poder emana do povo em todos os sentidos), foi um sucesso e revelou a leviandade dos propósitos nacionais da sociedade e do governo, que como raposa ferida, fingindo-se de morta (protegida pela mídia pelega, ante nacional, injusta que culpou todos os prejuízos que o país acumula aos caminhoneiros). Tudo me indica que Temer descumprirá o acordado, exteriorizando exatamente o que a maioria dos políticos pensam depois de eleitos, que o país é deles a serviço das elites e do estrangeiro e o resto que se dane.

No dia 1º de junho, correu nas redes sociais anonimamente, que domingo dia 3, voltaria a greve, mas contra essa notícia falsa o líder dos caminhoneiros declarou no dia 2 sábado, que iria a Brasília em comitiva falar com o Presidente para resolver a questão, daí se o governo se fizer de frango morto pra passear de Kombi, o caminhonaço voltaria sem o romantismo da primeira vez, não medindo as consequências.

Para pensar: Historicamente, muitos estudiosos dizem que o Brasil, reino da esperteza, paraíso dos canalhas, só se aprumará depois de uma guerra civil, eu ainda rezo pra que não cheguemos nessa burrice, onde sempre morre mais inocentes que os necessários tiranos, oxalá caia um raio de luz no Palácio do Planalto e o Temer ganhe umas páginas do lado virtuoso do livro da história brasileira, melhorando a dele.