Com a verdade e com a história não se brinca!

Dia 15 de abril marcou a posse de Humberto Alencar Castelo Branco, em 1964, (26º Presidente do Brasil), feito pela rebordosa que deu nesta terra porque uns nacionalistas fingidos, financiados pela Rússia, tentaram impor o comunismo no Brasil na marra e felizmente bateram em duas barreiras, a do povo que foi para as ruas clamar por liberdade democrática, que fez as forças armadas agirem, inibindo o golpe esquerdista.

Eu tinha 5 anos de idade na época, e me lembro da movimentação dos veículos verdes nas ruas, tinha até um tio, João Antônio da Silva Fagundes, cabo do exército, que chegava de jipe para dar um oh de casa e volta ao quartel em prontidão.

Nesse período de reação militar, relato que desde guri até que cheguei aos 20 anos em Porto Alegre e me juntei ao movimento das diretas já, tive uma infância e juventude de gozo pleno, de ir e vir, de tocar e de cantar no colégio, nas rádios o que sempre me deu na cabeça. Tempo que se dava serenatas, se viajava de mochila nas costas, de a pé, de bicicleta, de carona e ninguém era barrado.

Lembro até que certa feita num encontro estudantil em Gramado, me chamaram para guitarrear à um general que veraneava no mesmo camping, e não tive dúvida, lasquei João Campeiro, letra do Rillo pra lá de subversiva, louvando João Goulart.

E ninguém me calou, pelo contrário fui aplaudido pelos milicos e pelo povo presente. Depois já compositor, fui para os festivais cantar dentre tantas das minhas com Atanásio Borges Pinto a música Mulher Rural, (que inclusive virou hino das mulheres dos sem terras), logo fiz campanha pra o Brizola, Olívio Dutra e ao Lula, até chegar no primeiro mandato, e os milicos nunca deixaram de me receber nos quarteis, até fui laureado com a maior honraria do exército a um civil, com a Medalha do Pacificador, dentre outras que me honram.

Em verdade, nesses anos todos de governos militares, o Brasil foi saindo da cola do atraso sócio, econômico e cultural, se estabeleceu como a 5ª maior economia do PLANETA, e é bom que se diga: todos os presidentes desse período morreram pobres, e tinham o direito apenas do soldo e nada mais, quando deixavam a presidência. Bem ao contrário dos ex-presidentes civis, que largam o poder, mas não a teta, os privilégios, custando cada um hoje, mais 5 milhões ano ao país.

Pode ser legal essa mordomia, mas é imoral, muito mais aos que se fizeram pregando molaridade com a rês pública!

Arrematando a história, ficou claro que a repressão política de 64 a 84, jamais de injustiças contra o povo, existiu única e exclusivamente para os que eram contra a democracia, no mais o país viveu em berço esplêndido, em total segurança interna e externa. E digo isso, não ideologicamente, mas como testemunha de um tempo de ordem e progresso, que só retornará ao Brasil se o povo aprendeu a lição, de não acreditar em salvadores da Pátria, (nem de esquerda e nem de direita), e se o judiciário cumprir seu papel constitucional, tirando de circulação, corruptos e corruptores, seja no setor público ou privado.

Essa era a razão de Castelo Branco, que defendeu a entrega do poder aos civis no primeiro mandato militar, mas infelizmente morreu em 1967 e ficou na história, com o nome em praças, ruas, avenidas, que aqui na Mui Leal e Valerosa Porto Alegre, os que patrocinaram a crise moral que vivemos no país, de 85 até hoje, também lhe roubaram a placa em nome da Legalidade, que lhe devolverá a justa homenagem.

Para pensar: A história é uma ciência que não pode ser ideologizada e sim respeitada ou seja, um historiador jamais pode mentir!