Não deletem o Português

Quando se fala em Dia Mundial do desenvolvimento cultural e Dia da Língua Nacional, se está dizendo a mesma coisa ou não? Creio que sim, pois não há cultura sem um idioma nacional, exceto das artes plásticas e da música clássica que são idiomas universais, a nacionalidade é do autor.

Historicamente as elites concentraram para si as culturas no mundo, dando migalhas ao povo, quase sempre pão e circo. Toda via como o tempo não para e por isso o universo não regride, quem regride são os povos desaculturados por outros povos ou pela própria sociedade elitista que reprime a expressão cultural nacional, forçando o povo seguir escravo de pseudoculturas, num processo de idiotização, criando gente de cabeça vazia, sem valores espirituais, repetindo como papagaios o que um dia lhes ensinaram.

Foi o que aconteceu neste país nos últimos 20 anos, desapareceram os bons movimentos culturais de festivais de poesia, de música regional e ou popular brasileira, substituído por ruídos estridentes de ritmos alienantes com letras bagaceiras, vindas do submundo da vulgaridade, exibidas como direito de expressão, dessa sociedade plural e democrática como gostam de pregar os políticos de esquerda, instigada ao desrespeito de tudo e de todos.

Coincidência ou não, foi nesse período de esquerdismo sul-americano que a educação e as culturas nacionais de fundamentos folclórico, poético e musical, mais sofreram neutralização, abrindo-se espaço para a banalização, com total apoio de mídias irresponsáveis recebendo dinheiro público. E os reflexos disso estão nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas e no congresso nacional, lotados de desfibrados morais por falta de cultura e de cultos com falta de caráter.

Videm os discursos onde o idioma nacional é desfigurado, tão pobre quanto as letras de fanck ou dialetos de presídios.

Por essas razões é que precisamos valorizar o Dia Mundial do desenvolvimento cultural dos povos e da Língua Nacional, incentivando e protegendo as virtudes, para voltarmos a realidade, fazermos uma delação premiada com nós mesmos, retirando da mente para salvaguarda do nosso idioma os estrangeirismos, extirpando do nosso espírito a cultura corrompedora.

Para pensar: Como bem nos ensina o Hino Rio-grandense de que, povo que não tem virtude acaba por ser escravo!