O dia da língua materna

Sem perde a oportunidade da piada, não pensem que esse dia mundial seja em homenagem a língua da mãe, que é sagrada falando dos seus!

Essa matéria refere-se ao dia 21 de fevereiro e foi promulgado pela UNESCO, braço da ONU que trata da educação, ciência e cultura entre as diferentes nações, para promover a diversidade linguística planetária, convidando todos os países membros, à refletirem sobre a preservação das particularidades linguísticas e culturais de cada sociedade.

Para isso a UNESCO em 17 de novembro de 1999 criou esse dia, inspirado e em homenagem, aos jovens estudantes paquistaneses do Leste, de idioma bengalês ou bengali, que em 21 de fevereiro de 1952 em Bangladesh, fizeram um protesto contra seu general Muhammad Ali Jinnah, que resolveu impor o Urdo, idioma paquistanês do Oeste, como língua nacional.

Todos estudantes foram covardemente assassinados e incendiados pela polícia.

Isso me faz trazer a lume a importância da preservação do nosso idioma que está sendo vilipendiado por neologismos alienígenas, principalmente do Inglês, que se impõe de forma cruel pela grande mídia, quando os seres humanos já deviam ter assumido e implantado o ESPERANTO com idioma internacional, perfeitamente capaz de sem descaracterizar nenhuma cultura, colocar os terráqueos em pé de igualdade nas comunicações.

Admiro os franceses que por força de lei, não admitem que nenhuma expressão seja empregada no seu território, para definir qualquer coisa senão em seu idioma, bem ao contrário do Brasil e do brasileiro que como cadela no cio acata o latido de qualquer cachorro, se achando avançado, natural em dizer coffe break para dar intervalo, motor home para casa com motor, layout para rascunho, camping para acampamento, mailing para relação, delete para apagar, fitness para ginástica, outdoor para painel, pop para popular, stop para pare, e vamos parando por aqui, se não faltará página.

Esse descuido, essa passividade na substituição idiomática, pelo modernismo, com o tempo vai corroendo a razão nacional, até que perderemos nossa identidade e passaremos escravos do que não somos, a ciência já comprovou que o fato de aprendermos o idioma do estrangeiro, sem devido cuidado, se acaba inconscientemente adotando parte espiritual da nova cultura, desfigurando a original, até perde-la.

Para pensar: Quem renega sua origem, se perde espiritualmente e vai ter de reaprender ser, senão o que foi, nunca mais será!