O dia do soldado

Quantos milhões de pessoas já serviram o Exército Brasileiro, eu fui alistado no 8ºRCMEC – Regimento de Cavalaria Mecanizada, no ano de 1977, aonde estive por uma semana na qualidade de recruta 512, sendo dispensado do serviço militar por contingente de efetivo, mas que pelo que promovemos depois na vida civil a favor do nosso Exército, recebi a Medalha do Pacificador e o Diploma de Amigo do Exército Brasileiro, que me horam e orgulham e me mantem de prontidão, como leal Soldado da Pátria.

Confesso que fiquei com dois corações, quando me apresentei ao Exército, um queria servir e outro me mandava fazer vestibular, por isso pedi a dispensa que foi aceita. Toda via sempre tive uma relação muito próxima do nosso exército, primeiro pelo escotismo, depois porque fui aluno fundador da escola de equitação do Círculo Militar de Uruguaiana, tendo como instrutores há época o Major Carús e Coronel Fidelis que saiu General. Antônio Augusto Brasil Carús, reformou-se como coronel e enveredou na política, tendo sido prefeito de Uruguaiana por vários mandatos e secretário estadual dos transportes em 1981, agora inclusive aos 86 anos, está de volta como vice-prefeito da Terra da Califórnia, firme no posto como um bom soldado.

Ser soldado é isso, estar pronto para servir e como temos e tivemos bons soldados, o maior deles aqui do pago é uma salutar disputa, entre Osório e o Marechal de Campo José de Abreu, alcunhado por João Simões Lopes Neto como o Anjo da Vitória, que virou nome de regimento no Alegrete, cidade que fez nascer, a beira do Rio Ibirapuitã, nos campos dos Vargas Cheuiche. O General esteve sempre à frente dos embates, até que foi ferido de morte na Guerra da Cisplatina, na Batalha do Passo do Rosário e naquele campo, em fevereiro de 1827, ficou sepultado o velho soldado.

Osório, mais novo, participando de mais peleias que o Abreu, tendo sido a mais iluminada estrela brasileira na Guerra do Paraguai, (maior conflito bélico da América do Sul, envolvendo quatro países, Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai, que teve início em dezembro de 1864 e fim em março de 1870), deixou um rastro de destruição e sangue, incomensurável, toda via transformou o eterno soldado Osório Legendário, como Marechal Patrono da Cavalaria Brasileira.

Mas foi pela data de nascimento do fabuloso Luís Alves de Lima e Silva, o inesquecível Duque de Caxias, que foi ministro da guerra por três vezes, luseiro de todas as peleias internas e externas do Brasil, que recebeu a maior consideração que um soldado pode ter, a de patrono do nosso exército), é que o 25 de agosto virou também o dia de todos os soldados, prestado com amor o culto a esses cidadãos fardados, que pulsa no peito um coração verde e amarelo.

Para pensar: A garantia da paz de qualquer nação, é estar pronto para a guerra!