O fim das florestas é o fim da vida!

Há no calendário brasileiro o dia 17 de julho como O Dia das Florestas, que serve para reflexionarmos do por que delas? Os entendidos, vem há tempos nos avisando que não devemos, sobre maneira alguma realizarmos o desmatamento.

 

Historicamente onde o homem esteve, destruiu florestas para atender as suas necessidades. Vamos lá: primeiro fazendo o fogo (que como ensinam no escotismo, deveria ser feito com lenha morta ou seja, da que quebrou e caiu por velha ou por raio), mas nunca das vivas. Depois temos a necessidade da moradia, as casas e móveis saíram da madeira que foram cortadas, de árvores que deveriam ser replantadas para não desequilibrar o ambiente. Até que enfim, surgiram outros materiais e técnicas de construção mobiliária, mas que pela expansão urbana, acabou obrigando o desmatamento, indo agora a madeira, para fabricar móveis e como lenha das fornalhas das fábricas e ou ainda, para o carvão.

 

Passaram-se 1500 anos dessa cultura histórica, a EUROPA travou e reprogramou seu desenvolvimento, buscando a madeira do estrangeiro. Repetindo então aqui o que já tinha feito em seu continente, o brutal desmatamento. Passaram-se mais 517 anos e cá estamos com nossos campos já sem matas, mas ainda bem que Deus fez os morros, as serras íngremes, que dificultam a extração, mas não inibe, como não inibiu o ataque na selva amazônica, aonde os trogloditas do terceiro milênio, vão abrindo clarões assustadores na selva, em nome do progresso da falta de vergonha, pois todos nestes tempos, já sabemos do porque não devemos desmatar.

 

E isso não cansarei de repetir: Sem as árvores amigos, diminui as chuvas, morrem as nascentes dos rios, é o início da desertificação planetária. Pois é nas folhas das árvores que existe o milagre da evaporação, que forma nuvens de chuva, logo só onde ocorre a fotossíntese chove. Vejam, se fosse apenas pela evaporação simplesmente de água, choveria todos os dias nos oceanos e isso não ocorre, porque a evaporação oceânica não tem fotossíntese, por isso num deserto não chove.

 

Então, mesmo que a ciência tenha nos ensinado isso, e os meios de comunicação, venham alardeando esse crime contra a natureza, que em resumo sustenta a nossa vida na terra, e mesmo existindo leis regulando que, se cortares uma plante duas árvores, o desmatamento irracional e as queimadas, não param de ocorrer no Brasil.

 

Por tanto, não tenham dúvidas! Caso uma brutal freada na ambição humana e um choque de consciência não seja realizado imediatamente, o final da nossa raça será muito em breve e cruel.

 

Por isso não devemos contrariar nenhum projeto de reflorestamento, apenas ajusta-los ao contexto ambiental, pois serão eles que farão a diferença em curto prazo, para que as novas gerações não morram de sede, bem perto da fonte. E como preconizou em verso o poeta Atanásio Borges Pinto, um rio de lágrimas, não escorra pelos campos abertos, carregando a terra maltratada, em boçorocas de tristeza e de saudade…, das sombras das florestas de outrora, infância de nossos avós.

 

Para pensar: Por essas e outras, o homem tem vida curta na terra, se viver mais, liquida tudo antes dos outros chegarem.