O lado ditatorial de um estado democrático

O iluminismo que fez a Revolução Francesa, mudou o sistema monárquico para o republicano, tirando o Estado da mão do Rei, passando para três poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário; esse constituído de agentes de carreira por concurso, tendo o candidato obrigação de formação jurídica; o legislativo formado pelo voto direto e sem a exigência do candidato ter formação acadêmica e por fim, o terceiro – o executivo, de condição hibrida, o comando dado pelo voto democrático popular e os servidores de Estado, por concurso público com especialidade.

Toda via quem manda em toda essa estrutura no Brasil, uma República Federativa democrática, é a chamada Constituição Federal, que rege tudo e todos.

Nela está escrito que é obrigatório e garantido o direito de votar, porém o TRE criou uma nova forma de votar que nestas eleições retirou desse direito 3,4 milhões de brasileiros, só em Eldorado do Sul 33% dos inscritos ou seja, cadastrados e em dia com seus deveres cívicos, (não poderão votar porque não fizeram a tal biometria), uma norma administrativa do tribunal que não poderia ser mais forte que a Carta Magna.

Reconhecendo a necessidade de inovar para melhorar, sem desmerecer a boa nova, enteso que o TRE, que fez uma campanha invisível do voto digital, devia ter comunicado formalmente os eleitores da mudança da regra e da forma de votar pelo correio, que nem lhes cobra entrega de intimações? E nessas, dispondo a data prazo e a pena dos que não atendessem a convocação! Mas não, gritaram pela mídia, como se todos estivessem a disposição do jornal, do rádio e da televisão!

Os partidos recorreram ao STE, que não discordou do direito popular, mas ficou na discussão morna e desfocada em torno do tempo curto para regularizar todas as urnas até o dia das eleições, quando deviam mostrar que bastava cada cidade com eleitores sem biometria, ter uma urna especifica a esse fim. Imperiosamente, a ditadura da toga, preferiu negar o voto aos brasileiros que mesmo em dia com TRE não fizeram a biometria. E esses ainda vão ter que pagar uma multa de nove reais, mais despesas de inda e vinda a repartição pública, pelo pseudo pecado, (vejam só que 80% dos injustiçados são do interior do interior, e a maioria do nordeste, que ganham menos de um salário mínimo), terão agora que gastar mais de 30% de seus rendimentos, para se ajustar com quem lhes desajustou? Isso não é justiça!

Notem, se todos pagarem e terão que cedo ou tarde pagar, (para retomar sua cidadania), vão render 30,6 milhões ao TRE que economizou com o povo, e cobrará dele a péssima campanha de mídia feita, pra não dizer o desserviço.

No Brasil o poder judiciário eleitoral age com dois pesos e duas medias, pois (tem gente processada concorrendo, tem uma candidata que teve impeachment e concorre, tem um presidiário condenado em duas instâncias, livremente fazendo campanha a presidente, enquanto 3,4 milhões de brasileiros foram impedidos de votar e outros com ficha limpa de serem votados, por um capricho da Justiça Eleitoral.

Para pensar: O justo é quem cria problema para outrem e repara, mas o STE não reparou, assim não adianta ter juiz em Berlim, quer dizer em Brasília!