O Majestoso Litoral Sul Gaúcho

O projeto do ICF – CONHEÇA TEU PAGO ANTES DE VISITAR OUTRA QUERÊNCIA, segue e esteve em revista na Lagoa dos Patos, na inspiradora nativa Praia do Laranjal, que neste milênio deu um salto na qualidade urbana, residencial e comercial, com lojas e uma base gastronômica impressionante. Eu que fui morador daquele distrito pelotense na década de 1990, quando estudava Direito na UCPEL, fiquei admirado em testemunhar o progresso que não desfigurou o charme nativo, provinciano da praia.

De lá, seguimos ao velho reduto gaúcho que deu origem a este Estado, a cidade de Rio Grande que mesmo sem o fomento econômico do polo naval, não perdeu a pujança, a cidade está linda, limpa, ostenta prédios históricos maravilhosos, bem conservados, numa verdadeira aula de história ao ar livre.

 

 

Com relação ao desaquecimento econômico do polo, porque o transatlântico PETROBRAS começou a receber água na cabine do comandante, afetou psicologicamente a população que deu-se por conta, a situação vantajosa do polo na construção de plataformas marítimas era uma bolha econômica, para ser aproveitada ordenadamente e não desesperadamente como aconteceu, (igual a corrida do ouro da Califórnia), para ao final deixar mais saudade do que a lembrança do acúmulo dos problemas sociais, que o tempo vai dissolvendo, voltando a cidade a vida normal, agradecida pelo período incentivado do polo que poderá retomar suas atividades há qualquer momento, estando agora a região, escolada para melhor gerir o progresso que vai despacito, naturalmente, por exemplo, como a inauguração há menos de dois meses do magnifico Hotel Laghetto que é um show de lugar, estrategicamente posicionado no centro histórico, com vista panorâmica em 180 graus, para a Lagoa dos Patos, o mar e a cidade, oferecendo honestamente tudo de bom e melhor, num ambiente novo, alegre, gerenciado competentemente pelo Elvino Neto, mato-grossense do sul, gaúcho de coração, perfeitamente integrado a nossa cultura.

Turisticamente, não dá para sair do perímetro urbano de Rio Grande, sem antes visitar os diversos museus, as praças, a igreja mais antiga do estado, (aonde está sepultado o lendário Raphael Pinto Bandeira), o Mausoléu do Gen. Bento Gonçalves da Silva, o Teatro Municipal, a Doca do Mercado, depois ir aos Moles, a Ilha da Pólvora, a Praia de Capilha, ao santuário ecológico do Taim e descansar na abençoada Praia do Cassino.

 

 

Lá, tudo é diferente das praias convencionais, a faixa de areia ainda está grande, os veranistas vão de auto pra o mar como antigamente, estacionando na areia de frente há 60 metros da água, onde acampam em famílias, lambuzando-se em comes, bebes, protetor solar e areia, coisas que um mergulho retira, enquanto a balneário se apronta para a noite, ofertando muita agitação social e cultural em baixo das árvores de uma larga avenida central. A vida por lá é tão magica que até a feira do livro que nasceu em Rio Grande há 46 anos, está aquerenciada no Cassino, num espaço especial muito bem estruturado, sendo a estrela de luz mais brilhante das praças, material e espiritualmente, com arte para todos os gostos e seção de autógrafos inédita, momento em que os autores formam uma escola literária, contando ao público o porquê da sua obra.

A feira é organizada pela Universidade Federal de Rio Grande, e seu fundador foi o professor catedrático – Dr. Péricles Antonio Fernandes Gonçalves, escritor, culto e simples como todos os sábios, muito justamente homenageado como patrono da edição 2019, quando a FURG e ele, completam meio século de ensino.

 

 

Para pensar: Em tudo na vida tem cultura, basta saber encontra-la e decifra-la!