O Patrimônio Histórico

A vida gera história, boa ou ruim, (dos indivíduos, da sociedade em nível municipal, estadual, nacional, continental e globalmente), é uma fonte de informações pessoais e institucionais, que não se deve perder, caso contrário perderemos o elo com o passado que nos rege, sim, pois para sabermos do futuro, basta olharmos o presente que é um resultado do passado ou não? Logo, sendo bom o presente, o futuro também tende a ser, caso algo catastrófico, inesperado, não visualizado aconteça!

 

Assim, preservar nossa história material, imaterial, natural e artística, é algo extremamente necessário, sem esses registros e reconhecimento social, desaparecem as raízes culturais de um povo, gravada nesse mosaico patrimonial, relacionado com a identidade local, exibindo a importância que tal sociedade tem, para com a vida humana, sendo portanto, pelo patrimônio histórico que se conhece tudo que envolveu e envolve, determinado povo, representados pelas artes, tradições, saberes, edificações, natureza, forjando um conjunto de manifestações que  informarão no tempo, o perfil intelectual da época, simbolizado na sua produção cultural.

 

Por isso é importante preservar o passado, formando um patrimônio identificador da raiz cultural de um povo, felizmente o Brasil, fundamentado no Decreto Lei, número 25 de 1937, se prevê já no primeiro artigo essa possibilidade, no seguinte: “Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.”

 

Por esse motivo, existem justificadamente órgãos que objetivam a conservação e preservação desses bens, aqui foi Getúlio Vargas, (que ouviu o mineiro, historiador, jornalista, Rodrigo Mello Franco de Andrade, nascido em Belo Horizonte em 1898, falecido em 1969, e fundou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, mais conhecido por IPHAN), dirigido por seu idealizador, Rodrigo Andrade, até o fim da vida.

 

Esse conceito preservacionista se iniciou recentemente, após a Revolução Francesa, e dos bens materiais temos: praças, ruinas, templos, bibliotecas, museus, colégios, universidades, estátuas, esculturas, pontes, cidades, em fim tudo que fora edificado e que possuam importância histórica social, tombados; dos bens imateriais, também chamado de “patrimônio intangível”, entendido na ciência do folclore como cultura espiritual, expressa por exemplo, nos saberes, costumes, festas, danças, lendas, músicas, poesias, etc…, cabendo ainda ressaltar os bens artísticos e naturais, muito está protegido.

 

Agora o Instituto Cavaleiros Farroupilhas, deseja assumir como sede estadual e restaurar, a Casa dos Ministérios, tombada em Caçapava do Sul, que foi a segunda capital da República Rio-grandense, e merece total atenção, quiça atinjam a meta, dando razão ao que a Lei de 1937 previu.

 

Para pensar: Um povo consciente não precisa de lei para preservar o passado!