O senhor é meu pastor e nada me faltará!

Conforme informa o Livro Agenda Gaúcha, ficamos sabendo que no 10 de junho é o Dia do Pastor, ao que alguém pode perguntar: Mas de qual pastor, do que cuida das ovelhas ou dos homens? Claro que a data é uma homenagem aos pastores de gente, os de ovinos e de outros rebanhos há muito desapareceram, com a chegada dos aramados no meio rural.

Os líderes religiosos das igrejas cristãs protestantes, responsáveis por ajudar a guiar os fiéis através dos ensinamentos da bíblia, de acordo com os princípios da doutrina protestante criaram esse dia. Vejam o quão importante é essa homenagem, afinal nós nem mesmo sabemos direito dos nossos pastores, por quais dificuldades eles passam a mais que arrebanhar almas no caminho do mal, trazendo-lhes para o caminho do bem.

O pastor está sempre de braços abertos para servir, levar a melhor esperança ao seu rebanho, mas eu tenho quase certeza que poucos param para pesar, se o nosso pastor precisa de algo? E é claro que precisa, ele tem as mesmas necessidades que todos mortais, afinal, pastor é filho, é pai, é avô, é marido, é parente, é gente como a gente, que ama, que ri, que chora e que precisa de afeto, de atenção dos demais, como os demais dele.

E justamente por isso foi criado o dia do pastor, para que a congregação se lembrasse dele que passa o ano todo aliviando os pesares das pessoas, que conhece e que não conhece, sem nada pedir a mais, ao Pai maior, que ampare o sofrimento dos aflitos e muitas vezes o próprio Pastor auxilia materialmente os necessitados, tirando do seu próprio sustento.

Mas dele, além de Deus, Jesus e dos espíritos iluminados que estão nos céus, quem aqui cuidará do seu bem estar material?

Foi com esse questionamento que em 1951 o pastor Otávio Felipe Roda,(que atualmente serve o Mestre à frente da Igreja Evangélica Batista em Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro), propôs o segundo domingo de junho para comemoração do Dia do Pastor, para que a congregação revisasse as condições materiais desse operário de Deus. Sendo ele antigo, se está aposentado ou não? Sendo novo se está tendo condições de recolher sua aposentaria? E se eles estão conseguindo pagar seus compromissos em dia?

Saliento então que essa data de justa reverência, diferente da maioria que vem quase sempre da iniciativa dos Estados Unidos, é uma ideia brasileira, assim vamos valorizar os nossos pastores nesse dia, procurando-os para um abraço fraternal maior, acompanhado de solidariedade, de interesse a sua vida, e do pedido de perdão por esquecer que Pastor também é gente!

Para pensar: Gentes sem Pastor é como rebanho de bichos em campo aberto, não sabem qual caminho seguir!