O vale do Taquari

A geografia rio-grandense é algo que surpreende e nos enche de orgulho de ser natural de um Estado, que exibe todas tipos de relevos existente na terra e um que só tem aqui (a pampa), no mais de leste ao este, de norte a sul, encontraremos as mais lindas paisagens que Deus proporcionou ao planeta, dentre essas as do Vale do Taquari.

No feriado de Corpus Christi, em uma comitiva formada pelos cavaleiros Renato Fagundes de Abreu, Derli Carniel, Orlando Muller, Paulo Borges, tive a oportunidade, digo mais do que isso, o privilégio de percorrer entre Lajeado e Soledade, 180 quilômetros de estradas vicinais dentro vale que tem como donos os rios Fão e Forqueta no lado sudoeste da serra, que tem como caminho principal a Rodovia Eng. Leonel de Moura Brizola, outrora Estrada da Produção, construída ou planejada em seu governo, daí o nome atual.

O fato é que passamos dentro do vale várias horas estudando o melhor trajeto para se realizar a 27ª edição, do bem sucedido projeto Cavalgada Farroupilha, do Instituto Cavaleiros Farroupilhas, que em setembro vai homenagear os insurgentes gaúchos da Revolução Constitucionalista de 1932, liderados pelo General Candoca.

Nesse lugar poderemos do lombo do cavalo, vislumbrar as mais lindas imagens de um Rio Grande distinto, (do litoral, da grande serra nordeste, do sul, das missões e da fronteira oeste), que guarda uma energia mágica nas pedras, no verde, na terra e nas gentes, que emocionam qualquer vivente, inda mais se já tenha degustado uns copos de vinho artesanal, produzido na região, que te remete espiritualmente as origens das parreiras.

Chê, mas que região encantadora, nesses fundões o tempo não passou, tudo está como de antes da chegada dos imigrantes açorianos, alemães e italianos, em que a riqueza são as pessoas, simples, ordeiras, hospitaleiras, desprendidas da materialidade, mesmo que eles tenham tudo de necessário, exemplo vivo de que ser é muito mais importante do que ter.

Lá, o pessoal não vai para a balada na sexta-feira, vão à caçada de capivara e de javali que como inço liquidam as lavouras. No domingo tem churrasco em família do fruto caçado, em meio as estórias compridas, hilárias, dos caçadores que não mentem. Vejam sói que ironia, tem um monte de gente nas cidades se matando para ganhar milhões em dinheiro e comprar um rancho modesto no campo, na serra, no vale, aonde vivem os nativos felizes e que, não trocariam por dinheiro algum seu casebre por uma mansão na urbanidade.

Para pensar: Uns buscam a felicidade nos milhões e outros, a encontram num milhão bem granado e sem carunchos!