Os Poetas Rio-grandenses de Fevereiro

O Livro Agenda Gaúcha, tem o primor de revelar no dia a dia do ano, várias datas importantes da nossa história e da vida dos que a fizeram. O fevereiro então traz grandes marcas de nascimento e morte, desses imortais por sua obra, gente que amaram como ninguém esta terra e uns até foram injustamente esquecidos. Nosso papel também é de resgatar aqui nesta coluna, tempo e imagem dessas almas boas, como exemplo para muitos ilustres do momento, que só nos ofertam desilusão. Por certo os da política se tivessem lido mais poesia e conhecido a vida dos nossos poetas, não
teriam materializado tanta insensatez.

Assim cultuamos no livro-agenda a bem querença, a começar pelo dia 2, do mês em tela, o nascimento do poeta e jornalista Hermelindo Rubin Cavalheiro, em Uruguaiana no ano de 1897; no dia 3, a morte em 1994 do uruguaianense Marco Aurélio Campos, autor magistral do verso Eis o Homem, que sentencia: “Eu sou gaúcho e me chega pra ser feliz no universo”, que não tratava de prepotência e sim de um Ser resolvido na vida; no dia 5 nascia em Rosário do Sul o cronista e poeta Nilo Fernandes Barbosa em 1912; no dia 6 morria em Porto Alegre, o cantor Leopoldo Rassier, natural de Pelotas, que fez poesias em seu canto já na década de 1960, tremendo os palcos dos festivais com sua voz viril, cantando do amor ao épico; no dia 13 morria o cariúcho, Álvaro de Alencastre em Santana do Livramento; no dia 14 se foi aos campos celestiais, depois de ter sido ferido na revolução de 1923, o grande uruguaianense Alceu de Freitas Wamosy da celebre poesia Duas Almas; no 15 foi cantar na casa celestial José Mendes Guimarães, o mocinho dos cinema gaúcho; no dia 17 de 1969, o itaquiense Manoelito de Ornelas parou de fazer poesia; no dia 18, Fagundes Varela, patrono na Academia Brasileira de Letras, que virou nome de cidade na serra gaúcha, deixou a terra; no dia 20 em 1923,berrava afinado o touro Honeyde Bertussi, em São Jorge da Mulada, Caxias do Sul, que na vida fez do Rio Grande do Sul e de vários recantos do Brasil, um salão de baile campestre; no dia 22 nasceu em1904, na cidade com o nome do Rio Quarai, o lendário Juca Ruivo, e nesse mesmo dia em 1959, se despedia do orbe terreno em Santiago, outro gigante do verso rio-grandense, Aureliano de Figueiredo Pinto, selando o fevereiro que não é só carnaval, é um mês de poetas e de poesia.

O registro dessas marcas é nossa singela homenagem e dica para que vocês baixem das prateleiras as obras dessa gente especial e curtam-nas poeticamente, como lenitivo a vossas aspirações na vida.

Para pensar: Vida sem poesia é manter-se no escuro em sacrilégio!