Outubro das crianças

Gosto muito de dizer que um país que não trata bem a infância e da velhice, não pode ser chamado de nação?

Assim cabe perguntar, que Brasil é esse que já aos 1.518 anos a cada ano tem mais crianças nas ruas, fazendo de tudo que não deviam estar fazendo?

Respondo, porque não tem família e nem Estado ou melhor, Estado existe, mas para poucos.

Estado, tem para empilhar cargos de belos salários e gratificações antiéticas, Estado existe para reprimir quem trabalha e dar folga a quem nunca produziu além do que desgraças, Estado funciona para cobrar impostos e gastar sem pudor, Estado surge para criar leis meramente arrecadatórias, Estado aqui apenas substituiu os castelos medievais, por palácios feudais do executivo, do judiciário e do legislativo em nível municipal, estadual e federal, cada qual com um Rei em cada gabinete.

Por isso infelizmente é atual, o muito bem exaltado poema de José Atanásio Borges Pinto, que musiquei e intitulei – Das Prisões e das Igrejas no século passado, na década de 80, que diz não só em homenagem as crianças, mas em desabafo, assim:

Esses meninos ao pé da escada,
Ouvindo sinos a badalar
Vivem sozinhos seus descaminhos
Que ninguém sabe onde vão chegar!
Esses meninos de abrigos rotos
De pés descalços não sabem, não
Que os homens correm e o mundo é louco
E o tempo é pouco prá compaixão!
Esses meninos tão sem destinos
Sem pai, sem mãe, sem deus, sem vóz
Abandonados e deserdados
São brasileiros iguais a nós!
Qual será a sorte?
Qual será o norte?
Desses meninos pré marginais
Que as vezes dorme numa cadeia
E outras na escada das catedrais.

Para pensar: O que precisa urgentemente de aborto, são os políticos da Pátria mãe brasileira!