Pelo dia 20 de Setembro

Se foi o Dia do Gaúcho, da Gaúcha, em memória aos que fizeram a Revolução Farroupilha, iniciada nesse dia com a travessia de Guaíba para Porto Alegre do grupo liderado por Gomes Jardim e que se acamparam na Ponte da Azenha, cavando o primeiro confronto no dia 21.

De tudo que se escreveu e que dizem desse momento histórico, muito importante para todos nós, a meu juízo o mais significante de tudo foi o legado dos ideais farroupilhas de compor um regime político republicano, federativo com estados autônomos ou melhor, com republicas autônomas federadas, o que infelizmente não vingou.

O que vingou, 44 anos da paz de Ponche Verde, foi o golpe na monarquia, liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da República Federativa e Presidencialista do Brasil, no dia 15 de novembro de 1889, muito distante do ideal farroupilha, mas um paço importante a finalidade.

Passados 128 anos dessa data republicana é vidente que cumpriu-se o velho ditado, “o que começa mal, termina mal”, vide o retrato político da nossa nação em frangalhos, pela longeva atividade dos vigaristas que vão saqueando o país, fazendo da rês publica, seu banquete.

Há quem pregue uma nova revolução farroupilha, eu também, mas não nos moldes antigos de armas na mão. Esse é o momento certo de fazer valer o princípio republicano que eles pregaram, fortalecendo nossas instituições, dando apoio incondicional aos homens e mulheres de bem que nos restam nos poderes e que sabemos quem são, que merecem nossa atenção e que estão fazendo a sua parte.

Essa é a revolução do presente que vai garantir nosso futuro e não um conflito armado, que no final das contas mais faz vítimas inocentes do que repelir, prender ou matar os traidores da Pátria, que se articulam como intocáveis e todos sabemos quem são.

Logo minha sugestão é união brasileira de norte a sul, de leste ao oeste, e fazer valer nossos símbolos, representados pelo escudo, pela bandeira e pela letra do hino nacional, que decreta: “Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta”. E bem complementa o hino rio-grandense: “Pra ser livre, não basta ser forte, aguerrido e bravo, ai que ter virtude, então mostremos valor constância, pra que sejamos modelo a toda a terra”.

Para pensar: A guerra a se travar é de doutrinas internas de cada um, na conquista do bem comum!