Pelo dia da Bandeira Nacional

Salve lindo pendão da esperança! Salve símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança, A grandeza que Pátria nos traz!

Em 1906, Olavo Bilac fez a letra e Francisco Braga a música do hino que louva o pavilhão nacional, a pedido do prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos, afinal com a proclamação da república os símbolos brasileiros não eram mais os imperiais, e a Nação precisava conhecer e amar a nova bandeira, tendo sido muito feliz o pleito gerador dessa obra musical com versos cultos, remetendo o ouvinte ao mais profundo sentimento patriótico e de respeito ao solo pátrio.

Em teu seio formoso retratas, Este céu de puríssimo azul, A verdura sem par destas matas, E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

A nova bandeira brasileira vinha para expressar fielmente nosso vasto território de uma geografia com um meio ambiente rico, da terra ao céu.

Contemplando o teu vulto sagrado, Compreendemos o nosso dever, E o Brasil por seus filhos amado, Poderoso e feliz há de ser!

Esse símbolo no mastro impõe a todos brasileiros o compromisso de cidadania que devemos empreender na vida com todos, ao mesmo tempo que exige dos governos o respeito para com as gentes, garantindo-lhes dignidade.

Sobre a imensa Nação Brasileira, Nos momentos de festa ou de dor, Paira sempre sagrada bandeira, Pavilhão da justiça e do amor!

É um direito que todo brasileiro tem de com zelo usar a bandeira nos momentos festivos cívicos ou social, bem como o dever em mantê-la a frente nas peleias sem nunca tocar o chão, fervorosamente contra a tirania interna ou externa.

Recebe o afeto que se encerra, Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil!

Dedicar amor a bandeira em qualquer tempo, com o ardor da juventude, consciente do sentimento nativo, demostrando a consideração patriótica.

Para pensar: Quem tem bandeira, não perde de vista o seu ideal!