Por Cezimbra Jacques

A movimentação regionalista rio-grandense, vem de muito longe, já haviam 232 anos do início da formação cultural gaúcha na América do Sul, quando o Major João Cezimbra Jaques, nascerá, em 1849 na cidade de Santa Maria.

 

O guri cresceu tanto que aos 18 anos se voluntariou para pelear na Guerra do Paraguai, ao lado de seu pai, fazendo brilhante carreira militar na cavalaria, levando na alma o ímpeto de guerreiro pampiano e profundo estudioso das coisas do pago, até que reformou-se 1901 como coronel.

 

Esse dom de estudioso e de pioneiro, fez Cezimbra Jacques legar ao Estado e ao Brasil, várias instituições e publicações de obras, de estudos folclóricos, geográficos, históricos, sociológicos, antropológicos e políticos, de temas pouco explorados a época, que lhe rederam a cadeira número 19 da Academia de Letras do Rio Grande do Sul.

 

Poliglota, músico, professor, instrutor, conferencista, dotado de profundo espírito cívico, sua vida pública, social e intelectual era voltada para as origens e fatos da sua terra, usos e costumes, do homem nela integrado.

 

Foi o primeiro escritor santa-mariense a publicar livro, o primeiro gaúcho a escrever sobre a temática social, um dos primeiros adeptos ao positivismo no Rio Grande do Sul, um dos fundadores do Partido Republicano estadual, e da Academia Rio-grandense de letras, que em 1898 fundou o Grêmio Gaúcho de Porto Alegre, célula inspiradora do movimento tradicionalista, que justamente lhe tem como patrono.

 

Apaixonado pelas coisas do pago, sabia de todas as práticas campeiras, das quais executava como mestre, tendo sido grande ginete e exímio domador. Tinha facilidade de fazer e cultivar amizades, atraindo seguidores para seus ideais, em palavras simples, mas incisivas. Nenhum estudo sério da formação do homem pampiano pode deixar de beber da fonte de Cezimbra Jacques, que tinha como maior aspiração, ser útil e foi.

 

Seus últimos anos no plano terreno, aconteceram no Rio de Janeiro, aonde também sepultou a família acometidos pela tuberculose, doença que também o levou para junto dos seus, na Estância Grande do Céu, em 28 de julho de 1922, aos 73 anos, deixando na terra, a marca de uma vida digna, plena de serviços prestados, fruto do idealismo.

 

Para pensar:  O ideal é a bússola que revela o nosso destino, quem não o persegue, perde a estrada divina!