Uma história, linda e triste!

Em todas as vésperas eleitorais, de 1985 até 2016, sempre tive convite para entrar na política e nunca acatei por entender que me faltava preparo, não moral, mas legal para desarmar as armadilhas impostas pelo sistema que historicamente derruba quem quer que seja, contrário ao reacionarismo espiritual vigente nessa seara.

O tempo passou, amadurecido, formado em três classes universitárias – UFRGS em Danças Gaúchas, UNISINOS em Gestão de Eventos e na ULBRA em Direito, tendo o cavalo da política aparecido novamente agora e bem encilhado, consultei a família, amigos, que em 99% responderam positivamente, sinalizou-se a oportuna hora, e querendo renovação, me foi atiçado os sentidos.

Foi esse o ímpeto que levou-me a uma filiação partidária com vistas a concorrer um cargo eletivo, pois também clamo por mudança na esfera pública, inconformado com essa classe  que recebe todos os esforços da sociedade e atira pelo ralo.

Filiado em maio, conforme reza a lei, no final de junho me despeonei dos espaços da mídia pelo Sistema Tarca de Comunicação que com sucesso há 25 anos alimenta no RS, SC, PR e Argentina, 86 veículos de comunicação, e há 15 anos e 9 meses, alimentou na Rádio Gaúcha.

Assim livre e solto, de férias que nunca tinha tirado no último quarto de século, me apresentei no Partido Republicano Brasileiro, que o amigo, Cavaleiro Farroupilha – Cel. BM Juarez Fraga, tinha me convidado e convencido filiar. Daí no dia 28 de junho em reunião com os presidentes do PRB, (estadual e municipal de Porto Alegre), depois de longa prosa na presença do Deputado Estadual Sérgio Peres e outros correligionários, disse-lhes: Se os senhores me garantem que esse partido não faz política por negócio, (o que me foi garantido) e (parafraseando o Dom Pedro I), brincando mas falando sério, exclamei: Então se for para o bem de todos e a felicidade geral do Rio Grande eu concorro à Deputado Estadual!

Desse dia até a segunda semana de setembro, garanto-lhes, tive um período de vida inédita; linda – dado ao entusiasmo dos amigos, a adesão imediata na campanha por pessoas de todas as classes que nunca tinha visto, o apoio espontâneo com o voto pipocando de todos os lados e com ofertas de recursos de alguns mais abastados e generosos, e, por não ver em nenhum momento rejeição ao projeto alinhado, me tornaram confiante e satisfeito, tanto que mesmo se não me elegesse, já tinha como valido a pena pela experiência. Mas que acabou triste – porque no meio do caminho  abortaram o meu projeto político, por um ato administrativo fui impedido de votar e ser votado, e mesmo recorrido aqui e lá em Brasília o TSE entendeu que o direito sagrado do voto de um  cidadão em dia com o TRE, sem culpa em nenhum cartório ou tribunal, que com mais 3,4 milhões de brasileiros sem a biometria, não era o suficiente para desacomodar quem vive acomodado no trono!

Aqui encerro está história, e do fundo da alma, agradeço a todos que me dedicaram apoio, consolo, desejando que nessas eleições, tenhamos um final feliz ao Brasil, que não precisa experimentar modelos que matam a raiz de um povo.

Para pensar: Liberdade é como água, não tem cor, cheiro e gosto, mas tem prazer e sem elas não há vida!