Uma Olimpíada Bagual

Foi fascinante a celebração da abertura desse evento no Brasil! Quem diria? Surpreendeu positivamente a todos de casa e aos de fora!

Em casa reinava suspense, os pessimistas com ponta de razão em base no que há tempos vivemos no país, desacreditavam na possibilidade de ter o belo evento que vivenciamos na sexta-feira, dia 5 de agosto de 2016, no Rio de Janeiro, no Maracanã.

Declaro que os otimistas de todas as ordens, que torciam para uma festa de abertura maravilhosa, foram os primeiros vencedores, porque não dá para apontar erros na produção, a mais do que na edição. Eu explico!

O tema como expressão ao ímpeto humano, foi inquestionável, condenou a ganância, provocou o mundo realmente para pensar e agir pelo bem de todos no planeta, mas do Brasil regional, ficou claro pelos organizadores, que só existe o Brasil Carioca, dando uma chance ao norte, ao índio, ao negro, vangloriando a urbanidade, a selva de pedra do homem branco e a imigração japonesa de inegável valor, porém esquecida a história do nordeste e do sul, e também ignorado a influência italiana e alemã na formação social, cultural e econômica desta Nação.

Toda via, porém, contudo, em relação a nós sulinos, olhando da forma em que meu irmão, Cavaleiro Farroupilha Honorário – João de Almeida Neto, muito bem observou, (dia 6, no lançamento da 24ª Cavalgada Farroupilha em Porto Alegre), que o nosso sul não foi esquecido na abertura das olimpíadas, foi por demais lembrado intrinsicamente, no bojo do fogo olímpico que foi acesso numa cuia de mate.

E dando razão ao João, completo a observação salientando que o movimento de toda a modernidade, simplicidade, harmonia e beleza exibida nessa abertura olímpica, estavam latentes na veste e no escultural corpo da gaúcha Gisele Bündchen, impregnada da genética imigrante que faltara. Portanto acho, não temos do que nos queixar, porque o Rio Grande pela força da sua história e de seus símbolos, materiais e espirituais, como sempre acontece, mesmo contra os ventos, naturalmente e perdoem-nos cariocas, a Garota de Ipanema é de Horizontina.

Por isso amigos, acho que tá na hora de criarmos a OLIMPÍADA GAUDÉRIA, em primeira edição lá no Alegrete, no período das geadas, e tendo nas suas provas (arremedando as atividades olímpicas vigentes): Nas competições aquáticas, o nado de sanga com chamichunga; Nos arremessos, o tiro de boleadeiras e o jogo de tava; No iatismo, a remada de chalana e de pelota; Nas artes marciais, a peleia de bofetada na mangueira; No hipismo a carreira de cancha reta e gineteada; Na esgrima, a peleia de facão três lista no galpão; E assim por diante, completando todas as exigências mundiais.

Agora fora de brincadeira, juro sinceramente que estou torcendo para o Brasil fazer bonito nessa cruzada, esses atletas merecem medalha, tirando o futebol masculino, que tem mercenários, e o evento que iniciou bem uma barbaridade se encerrará assim, feliz, porque não vemos político metido no meio, sem temer o que apareceu mais constrangido que Padre na zona, levou uma vaia na medida, como quem dizendo, fica na tua meu, que o Brasil olímpico é nosso.

Para pensar: Aqui, onde não tiver político metido, a coisa funciona para o bem de todos!

REGIONALISMO – Por Dorotéo Fagundes de Abreu